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Por Bianca Simpson
Simpatia e competência são um dos vários adjetivos para a singela performance desta nova febre que contagia a cidade: a banda mombojó. Genuinamente pernambucana e conquistando cada vez mais rápido os amantes da boa música do recife e de outras tantas metrópoles Brasil afora - alcançando também boa repercussão no exterior - a mombojó, formada por seis músicos que, embora jovens, mostram a criatividade nordestina com um som altamente experimental e espontâneo (sem estilo pré-definido), traz em sua bagagem influências de Tom Jobin, João Gilberto, Jorge Ben entre outros grandes nomes da Música Popular Brasileira. Com o primeiro Cd NADA DE NOVO, viabilizado pelo SIC (Sistema de Incentivo à Cultura) e encartado na primeira edição da Revista Outra Coisa –alcançando recorde de tiragens - a Mombojó é o retrato da nova e variada cena musical recifense. Em recente show na cidade (Dokas / Recife Antigo, 03 de setembro), a Mombojó mostrou a razão de seu espantoso sucesso entre público e crítica de todo o país. Uma música após a outra, a banda era pura instigação, levando o som ao limite máximo das caixas e tirando, literalmente, toda a galera do chão. Foi no chão também, que o vocalista Felipe foi parar com o microfone em punho no meio da pista, convidando todos para cantar e dançar junto com ele. O show contou com a participação de China, também compositor de algumas músicas da banda e a inusitada interpretação da música Criança de Domingo, do malungo Chico Science. Esses foram, sem dúvida, os melhores momentos de um show que fez jus à fama da banda de não deixar nada em pé nas suas apresentações ao vivo. É o romantismo exacerbado de artistas como o rei Roberto Carlos misturado ao mais puro e simples RocknLroll pernambucano que credencia a Mombojó a figurar entre as melhores bandas da cena recifense atual. A banda agora parte para mais algumas apresentações
E o reino da alegria continua...
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